Felipe Massa terminou seu ano dando zerinhos na reta de Interlagos. Não foram de comemoração. Encerraram, sim, um ano aquém de qualquer expectativa.Seu melhor resultado foi o quinto lugar, obtido nada menos que seis vezes - enquanto Alonso contou uma vitória e alguns pódios.
O dado mais emblemático de Massa é o de, contando aqueles que correram temporadas inteiras, ser o primeiro piloto da Ferrari a não conquistar um pódio em um ano desde Didier Pironi, em 1981.
Mas equiparar ambas as atuações, de Massa (2011) e de Pironi (1981) apenas pelos pódios (não) obtidos é uma redução emburrecedora. Os números nem sempre fazem justiça ao talento - principalmente ao de Pironi.
O francês teve um ano atípico em sua meteórica carreira. Em 1981, ele havia acabado de chegar na Ferrari. Villeneuve era mais que um primeiro piloto: era um ídolo e um amigo pessoal de Enzo Ferrari. Isso não impediu que ambos, Gilles e Didier, estabelecessem uma relação pacífica.
Pironi teve um início de ano ruim, com posições de largada sofríveis, enquanto se adaptava à Scuderia. Nas corridas, muitas vezes, compensava. No GP de San Marino, partindo da terceira fila, chegou a liderar 32 voltas antes de seus pneus se desgastarem e o jogarem para o fundo do pelotão. Foi uma exceção. A partir do meio do ano, porém, começou a largar mais próximo de Gilles, e não raro à sua frente (na batalha do grid, Villeneuve ganhou por 10 x 5).Em duas corridas, Pironi foi um real candidato à vitória: Na Bélgica, quando liderou as primeiras voltas, e na Grã-Bretanha, na qual abandonou cedo, vítima de seu motor, antes de os ponteiros se envolverem em acidentes.
Seu melhor lugar foi a quarta posição no GP de Mônaco, em uma de suas provas mais difíceis: mal instalado em seu cockpit, bateu três vezes nos treinos e só conseguiu tempo para largar em 17°. Foi um sobrevivente de um percurso que poucos completaram.
Colocando em perspectiva, o ano de Massa está ainda muito distante do de Pironi. Há mais tempo que Alonso no time, não liderou senão nas voltas residuais de pit stops e largou poucas vezes à frente do espanhol (15 x 4 para Alonso). Salvo engano, não leva de 2011 grandes corridas de recuperação como os GPs do Canadá e da França foram para Pironi em 81.
Em 82, o francês viveria um ano de grandes êxitos até sofrer o grave acidente de Hockenheim, que o afastou para sempre da Fórmula 1. O que será de Massa em 2012?
2 comentários:
Creio que Massa chegou ao mais fundo que podia. Ele tem talento, não dá pra negar. Agora é só subir. Não sei até onde, mas subir.
Mais recentemente, 1992, Capelli também não saboreou champanhe pela Ferrari. Sei que não fez as ultimas 2 provas, mas mesmo assim...
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